AS LICENCIATURAS NO ESTADO DE GOIÁS: DESAFIOS E PERSPECTIVAS
"Durante o V Encontro de Didática e Prática de Ensino - EDIPE, realizou-se a Mesa Redonda
'Desafios e perspectivas para as licenciaturas no Estado de Goiás'. Participaram dessa atividade Instituições de Ensino Superior, profissionais da educação, intelectuais e estudantes"¹.
Na mesa redonda houve a leitura da carta de apresentação. A profª Mirza começou a palestra contando suas experiências vividas durante toda sua carreira na educação. Contou que orientou uma garota em um trabalho de conclusão de curso e nesse trabalho seu tema era sobre celulares nas escolas.
Profª Mirza conta que achava que o PIBID iria diminuir a carência, mas os alunos saem infelizes neste processo tão importante para um bom acadêmico. O ensino é considerado uma coisa menor ou seja o ensino está desvalorizado.
Por que falamos que os professores são mal formados? Respondo a vocês que há várias más formações em outras áreas, porém como nossa profissão é vista por todos seria este o motivo de tanta cobrança.
Apesar de tudo os professores estão com força não estão dependendo tanto assim dos sindicatos para terem força em eventuais greves e negociações.
No geral os professores tinham autoridade sobre seus alunos e hoje em dia inverteu agora são os alunos que dominam os professores por esse motivo há professores doentes na educação.
Quando se pergunta aos professores como está o nível de satisfação ou insatisfação muitos respondem que estão satisfeitos com a profissão que apesar das dificuldades a esperança nunca acaba.
Profª Mirza comentou sobre:
-Quanto aos projetos pedagógicos e matrizes curriculares dos cursos.
-Otimismo X Conflitos
-Papel do lato sensu e stricto sensu
-PNE 2011 -2020 PL 8035/2010
-600 mil professores irão formar com um custo de mestrado R$ 15.452,00 (custo do aluno da ES).
-Mestrado profissionalizantes em Goiás.
-IFG
-Ensino de Ciências e Matemática
-UEG
-Ensino de Ciências
-UFG
-Ensino Educação Básica CEPAE
-Ensino na saúde
-História
"Outro caminho apontado pelo debate é que, respeitada a autonomia pedagógica de cada instituição formadora de professores, as instituições formadoras públicas e filantrópicas trabalhem juntas para fortalecer a licenciatura por meio de atividades que levem ao empoderamento científico, político, acadêmico e social dos licenciandos e futuros professores"¹.
Também houve a participação do consagrado Profº Libâneo ele explicou os seguintes tópicos:
1- Dois problemas
(a) político - estrutural (remuneração), (b) pedagógico - curricular (modelo de formação).
2- Para que servem as escolas?
3- Precariedade dos modelos de formação.
4- Persistentes antinominas na formação.
5- Pacto nacional de educadores para uma política de formação profissionais de professores.
Para que servem as escolas?
- Currículo instrumental (acolhimento e integração social) - Marconi Perillo.
- Currículo intercultural de vivência de experiência socioculturais.
- Currículo de formação cultural e científica articulado com a diversidade sociocultural.
CONSEQUÊNCIAS:
- Sobreposição da missão social sobre a missão pedagógica.
- Escola focada nas necessidades imediatas do aluno, não no conhecimento e na aprendizagem.
- Contradição: Escola da integração e acolhimento x escola de resultados imediatos.
- Esvaziamento do conhecimento e aprendizagem.
- Currículo e escola para resolver problemas sociais ou econômicos (currículo instrumental).
- Presença do discurso da diferença como estratégia de harmonização das relações nos países pobres.
- Desvalorização.
Nas demais licenciaturas, muito conteúdo pouco conhecimento pedagógico quadro comparativo da distribuição da carga horária por categoria entre as licenciaturas base de 3.200 horas.
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¹ Mesa Redonda coordenada pela Profª Maria Olinda Barreto (Pró-Reitora de Graduação da UEG), com os debatedores: Profº Francisco Luiz de Marchi Netto (UFG), Profª Libna Lemos Ignácio Pereira (Unievangélica), Profº Virgílio José Tavira Erthal (Pró-Reitor de Ensino do IFGoiano), Profº Adelino Cândido Pimenta (Pró-Reitor de Ensino do IFG). Profº Flávio Alves Barbosa (UEG), e provocados pela analise da Profª Veralúcia Pinheiro (UEG).
E você o que achou da palestra?
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